Buscó a su hija sin descanso durante 3 años. Al hallarla en una casa abandonada, el desgarrador secreto que ella protegía lo dejó sin aliento.

O homem de terno preto estava paralisado, incapaz de dar um único passo à frente. À sua frente, o cenário era de cortar o coração e assombrar a alma: uma casa em ruínas, caindo aos pedaços, com o telhado parcialmente desabado e um cheiro forte de mofo e umidade que empesteava o ar frio da tarde. Mas Angelo não conseguia desviar os olhos das três figuras miúdas e sujas à sua frente. Depois de mil noites em claro, de três anos intermináveis de buscas incessantes, de bater em inúmeras portas de abrigos e escritórios de assistência social recebendo apenas negativas frias, ele finalmente a encontrou. Lorena, sua filha.

No entanto, o reencontro não era o abraço caloroso e cheio de lágrimas de alegria que ele havia ensaiado e imaginado tantas vezes. Lorena, agora com oito anos, usava um vestido rasgado nas barras, que um dia parecera ser branco, mas agora estava encardido de terra. Ela o olhava não com a pureza de uma filha que reencontra o pai amoroso, mas com a desconfiança feroz de um animal ferido e acuado. Ao seu lado, encolhida, a pequena Bianca, de apenas cinco anos, segurava um embrulho de panos sujos com uma delicadeza impossível para alguém tão pequena. De dentro daquele embrulho, vinha um choro fraco, constante e doloroso. Era um bebê. Miguel.

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